quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vulcão. Lava. Quentura que mata. Viviam no limiar desse calor. Viviam das rimas quentes de suas pernas entrelaçadas. Um balé sem coreografia definida. Viviam de pensar que eles eram assim, lavas que escorrem pelas valas de uma cidade já abandonada pelo medo. Por isso, se entregavam ao que lhes era dado ousar. Por isso se gemiam era como caminhar pela lava quente uivando. De seus traços guardariam o melhor de tudo, os rostos sabidamente abertos ao prazer. À deriva, seguiam. Mãos sonolentas se aninhando um ao outro. E o dia vingava, com fuligem do vulcão. Mas eles pouco se importavam.

16 comentários:

João Pedro Vicente disse...

Obrigado pelo gentil comentário no meu texto!

Ficou mais longo do que eu gostaria, o que prejudica a forma adequada para o suporte de internet, que sugere textos sucintos.

Mas não poderia interromper o raciocínio antes do fim...

Você leciona Teoria da Comunicação II...

Teoria da Comunicação (sem o II)foi uma de minha matérias preferidas na faculdade e gosto de livros sobre o tema. Mas não sei o que seria Teoria da Comunicação "II".

O que é?

Biba disse...

Oi João Pedro, Teoria da Comunicação II é só Semiótica (Peirce, Saussure, etc.) Eu adoro essa disciplina porque podemos aplicar os conhecimentos teóricos.

Abraços,
Carpe Diem!!

Liene disse...

Biba,
No amor, tanto o gelo quanto a lava matam. O equilíbrio tranquiliza. Mas viver no limiar traz um sentimento diferente... ousadia exalando pelos poros. Isso é bom. É o que importa!"Carpe diem!"
Um abraço carinhoso...

Germano Xavier disse...

Professora,

eu sou teu leitor já algum tempo, apesar de não deixar comentários - creio ter feito isso apenas uma vez. Conheci teu blog através de Letícia, pois ela me disse que estavas a escrever um livro sobre o Caio F.. Interessei-me muito pois este é o tema da minha monografia em Letras que concluo ainda este ano. Vi que é professora de Comunicação - formei em C.S./Jornalismo em maio deste - e fico mais feliz. Tornarei minha presença aqui mais assídua, em palavras.Que continuemos neste arrebol de versos e palavras até o fim da vida.

Um carinho sincero.
Sigamos...

Fred Matos disse...

Ótimo texto, Biba.
Beijos

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Biba: me lembrou Samba e Amor do Chico Buarque esse seu texto. Mas com uma mescla de Eu te amo também do Chico. Incrível como sua qualidade literária não perde o fôlego e muito menos o tino. Quanto a minha, anda mais arpejando desgostos frente as coisas que condeno na sociedade do que qualquer coisa. Simplesmente ando atualmente mais "hermeneuta social" do que "escrivinhador". Mas um dia supero meus brios ranzinzas, porque, sejamos francos, não existe melhor forma de protesto do que a beleza. E nisso você é craque. Um grande beijo, Eduardo.

Biba disse...

Liene, gostei do que você disse sobre o amor. O equilíbrio é o que procuramos, apesar dos andaimes.

Beijo carinhoso,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Germano, que continuemos com as palavras e os gestos que elas escondem. Fico feliz em saber que você trabalha Caio F. no seu TCC. O meu livro sai em setembro, ao que parece.

Beijos
Carpe Diem!!

Biba disse...

Fred, quanto tempo!

Beijos e abraços
Carpe Diem!!

Biba disse...

Edu, adorei seu comentário! Volte a ser escrivinhador, é tão bom! Atiça os ânimos e ao mesmo tempo nos tranquiliza. Você sabe.

Beijo, querido
Carpe Diem!

Bia disse...

Quente e irresistível,
como o amor deve ser.

Muito lindo.

Biba disse...

Bia, obrigada pelo elogio.

Beijos
Carpe Diem!!

ira brito disse...

há dias para erupção, qdo o vulcão resolve dizer: "estou vivo". amei o texto. bjim e ótimo findi.
ira

Letícia disse...

Biba,

Certos textos nos leem ou nos roubam comentários. Não é falta do que dizer não. É a mais pura verdade. Adorei.

Beijos. =)

Biba disse...

Ira, que bom que o vulcão não está extinto, não é?

Bjim e paz
Carpe Diem!

Biba disse...

Letícia,você tem toda a razão, ás vezes não o que dizer além.

Beijo querida
Carpe Diem!!