domingo, 30 de agosto de 2009

O mundo é um moinho

Bateu saudade de Cartola e de seu samba tão verdadeiro.


Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atençao querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

14 comentários:

Zélia disse...

Olá, Biba! Sou amiga da Letícia. Já estive por aqui mas, hoje, me prendi aqui. Vim ver o poema do Germano. Gosto dos poemas que ele escreve. Também ganhei o "Clube de Carteado" mas sabe como é... Poema postado em blog fica com cara diferente.

Acontece que parei aqui no Cartola. Gosto muito de "O mundo é um moinho" que conheci na voz do Cazuza. Quando cheguei a ouví-la na voz do próprio Cartola, senti que ela ganha uma outra força. A força de uma mãe que embala o filho. Embora, a essência e o poder da poesia da letra permaneçam iguais quando ela vem na voz do Cazuza.

Ao ler a tua postagem, lembrei de quando somos bem jovenzinhos e cheios de sonhos. Muitas vezes, não conseguimos ouvir os conselhos que nos dão e seguimos adiante sem saber o que nos espera. No entanto, isso faz parte da vida e, como já diz o ditado, "quem avisa amigo é". Cartola avisou!

Prazer estar aqui!
Zélia

Thomaz Ribeiro disse...

Gênio! Para mim não há discussão, eu não consigo colocar Cartola entre os maiores músicos do Brasil, é pouco. Para mim músicas como "O mundo é um moinho" e "As rosas não falam" deveriam estar era na categoria do melhor do que já foi produzido de poesia no país. Ótima escolha.

Eloisa disse...

Bateu saudade do Cartola. Dois.

Eloisa disse...

Vi ali que gostas de uma musica da Zelia, a acho tao sabia. " Amar é profundo, e nele sempre cabem de vez todos os verbos do mundo."
Vi tambem que ja leu G. Garcia Marquez, adoro ele. Ha poucos minutos conclui "O Amor nos tempos do Colera" - lindo, lindo. Te deixo a indicacao*.

um beijo e desculpa pelos erros, sao ocasionados pela configuracao* do teclado. (:

Letícia disse...

Pensei no Cazuza, em meus pais e no meu amor. Amar é bom, mas é um desafio. E ouço Cartola quando escrevo (às vezes).

Beijos, Biba.
Carpe Diem!!!

glória disse...

Cartola é de uma descorcentante e densa simplicidade. palavras rarefeitas de poesia. bom dia Biba!

Biba disse...

Zélia, adorei seu comentário. Nem sei o que dizer. Também gosto da música na interpretação de Cazuza.
Prazer recebe-la aqui!

Beijo grande
Carpe Diem!!

Biba disse...

Thomaz, para mim Cartola também é genial e gosto dele desde criança. "As Rosas não Falam" é muito especial para mim.

Abraço,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Eloisa, também li O Amor nos Tempos do Cólera, há muitos anos. Valeria uma releitura. E Cartola é demais mesmo, né? Dá saudade na gente.

Beijos
Carpe Diem!!

Biba disse...

Letícia que bacana que você ouve Cartola ao escrever, também sou de ouvir música quando escrevo.

Beijo e afeto
Carpe Diem!!!

Biba disse...

Glorinha, bom dia! Também entendo Cartola como um mestre da simplicidade e dono de um olhar muito verdadeiro.

Beijos,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Bateu mais saudades de ouvir Cartola depois dos comentários de vocês!!

Caco disse...

Grande lembrança!!!
Fiquei com vontade também! Acho que acabo de descobrir minha trilha sonora para esta tarde.
Beijos
CACO

Biba disse...

CACO, acho que é uma trilha ideal para uma segunda-feira!

Beijo grande
Saudades
Carpe Diem!!