sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Uma mulher apenas

Se não houvesse o desejo a lhe perturbar a face
Se não houvesse a brusca dor do querer
O impossível, o irremediável, até o insuportável
Talvez assim pudesse respirar copiosamente
Como quem chora o amor perdido por um triz
Se não houvesse a loucura talvez pudesse ousar
Ser doida varrida, louca de pedra, enfim,
Mas a loucura ditava suas regras de insanidade
De um jeito que a sociedade aceitava
Ela não. Se não houvesse a conivência ela seria
Mais que uma mulher louca uma mulher apenas
Se não houvesse o baralho para se jogar
Se as cartas estivessem marcadas e tudo fosse
Insípido como sabão de glicerina, talvez...
Se não houvesse o “ele” ai sim, quem sabe

4 comentários:

ira disse...

oi biba!
amei este post.
então, tomara o caco entre em contato. espero reencontrá-lo.
um bjo e feliz sábado

Biba disse...

Beijo, paz e um sábado feliz pra você também, querido Ira. Carpe Diem!!

Anônimo disse...

amores não se perdem,
nem por um triz
permanecem eternos,
como disse o outro,
de um outro jeito

Biba disse...

Que bom que amores não se perdem nem por um triz. É bom ouvir isso. Beijo!Carpe Diem!