terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dia desses enovelo esse cansaço que me ronda impaciente. Faço novelo e jogo para os gatos brincarem. Meu cansaço é tão imprestável como qualquer cansaço, por isso me irrito dele. Ando assim, escalando montanhas de preguiça à força, com força, sem nenhuma força mais... Tudo fica pálido e distante, como quando enjoamos no navio.

6 comentários:

Marcelo disse...

Muito bom, enovela e joga os novelos para os gatos brincarem... Fantástico! Transformou o abstrato em material e o colocou na narrativa de forma tão simples...

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

O cansaço não é feito de novelos. Ao contrário, ele é desfiado pelas mãos felinas do tempo. Mãos que, ao revés do cotidiano, perfazem o tempo das coisas e do mundo distantes de qualquer continuidade, dando margem ao eterno porvir do nosso corpo prenhe de futuros. Por isso, ainda que o desânimo recaia no abismo tecnicista de uma sociedade do desejo, o saber-sonho pode ir além do saber-poder e assim construir hominiscências desse futuro que repousa em cada poro do nosso corpo. Um beijo, Eduardo Matzembacher Frizzo (do blog http://insufilme.blogspot.com/).

Letícia disse...

Me pareceu um poema, Biba. E fala de mim também. Sempre me repito dizendo que me vejo em suas palavras.

Espero que o nosso cansaço canse de existir.

Beijo.

Biba disse...

Marcelo, obrigada! Fico feliz quando gostam do que escrevo.

Beijo,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Eduardo, podemos enovelar e desenovelar tudo, assim me parece. Visitei o Insufilme ontem. Deixei recado.

Beijos,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Gostei, Letícia, esperamos que o nosso cansaço deixe de existir!! Em novelos, desfiados ou não.

Beijo grande
Carpe Diem!!