sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eles

Chegou o momento, ele pensou. Tragou o cigarro. Olhou o relógio. Coçou a testa. Seria uma aventura encontrá-la depois de tanto tempo. Esse tempo contado em décadas o assustou um pouco. Mas, sim, seria bom revê-la. Ficou ali, olhando por trás da vidraça do Café. Esperou o mais que pode até descobrir que ela não viria.

Chegou o momento ela pensou. Passou batom novamente. Olhou o relógio. Continuou no carro. Seria uma aventura encontrá-lo depois de décadas. Isso era assustador. Mas, sim, seria bom revê-lo. Ficou ali, olhando pela janela do carro. Esperou até perceber que esse encontro seria como entrar no passado e revirá-lo. Ligou o motor. Fugiu.

10 comentários:

Nine Stecanella disse...

Profe. Nós fugimos todo dia. De muitas coisas. Nosso medo é tão grande de dar algo errado que nem arriscamos.

Biba disse...

É verdade Nine, arriscamos tão pouco e, às vezes isso seria essencial.

Beijo!
Carpe Diem!!

Thomaz Ribeiro disse...

Como somos capazes de nos esquivar daquilo que tanto queremos. Parece que a maior prova da nossa humanidade é a nossa fraqueza.
Abraços.

Franzé Oliveira disse...

Será que o passodo seria revirado?
Foi tão ruim assim?
Espero pelo passado
Continuo esperando
Não descobri que ela não virá, ainda.

Marcelo disse...

Fico me perguntando uma coisa: Se o carro enguiçasse, será que ela entenderia como um sinal de que deveria encontrá-lo, ou simplesmente iria embora a pé?

Abraço Biba

Biba disse...

Thomaz, somos tão frágeis em realidade...

Beijo,
Carpe Diem!

Biba disse...

Franzé, bom mesmo é viver o presente.

Beijo,
Carpe Diem!!

Biba disse...

Marcelo, gostei de sua fina ironia. Acho que ela entraria no Café...

Beijo,
Carpe Diem!!

Camila A. disse...

fugir. covardia ou salvação?

Biba disse...

Camila, não sei responder...

Bjs
Carpe Diem!!