sexta-feira, 13 de junho de 2008
Viver
terça-feira, 3 de junho de 2008
Fera tarde
que balança
tonta de euforia
por ser bicho solto
num mês de luzes
e pegadas no céu
Fera tarde
de absoluto prazer,
mas, laços amarrados
contradizem a soltura
Tão branca a tarde
feroz e descabida
Que olho no espelho
e o que vejo não é mais
o reverso de mim.
É o rosto...
O rosto que tento esquecer
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Vinícius de Moraes - Poética
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte
Outros que contem
Passo por passo
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço
- Meu tempo é quando
sábado, 26 de abril de 2008
No olho do furacão
Vontade enorme de fugir
Dançar à toa... Viver à toa
Mas o furacão se enfurece
grunhe e leva a gente embora
Para longe do inexplicável
Para mais dentro do seu olho
inumano, irrascível, torto.
E a gente reza como se pecasse
por querer tanto a liberdade
Como se confundisse a própria
existência com esse olho que
da retina acaba escuro e triste
domingo, 23 de março de 2008
Mergulho
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Virginia Woolf
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Retorno ao blog
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Com os anjos
pergunta a voz amiga
Digo que estão em um
lugar lilás senão azul
Digo que me deixaram
zonza e desprecavida
Digo que sinto falta mas
que eles não me pertenciam
O poema nasce e pronto,
já é do mundo, o danado
Não precisa crescer fora,
já nasce crescido e veloz
Mas onde estão os poemas?
Digo que estão com os anjos
E que assim seja
O amor
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Jorge Luís Borges
domingo, 16 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
e.e.cummings
nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre;só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Feliz
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
A pá e a terra
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Sobre perdas e danos
desalinho
desânimo e Ritalina
Hora da sorte permeada
pela hora da zona morta
Não há castigo maior
do que perder a memória
ainda mais sendo ela
a nossa extensão de tudo
Sobre perdas e danos
caminhos
que inúteis se revelam
caminhos
que também transcendem
se a gente tiver força e coragem
de prosseguir
caminhos
de bits and bytes, enfim
